Hoje lembrei de um texto que publiquei aqui há 13 anos atrás. Inclusive, curioso esse número. Ele já esteve tão presente. Me dava sobressaltos. Saí atrás do texto e o reencontrei em um blog. Isso tudo depois de ouvir uma música que reativou sensações há muito não acessadas. Me lembrei de uma parte de mim. Senti vontade de escrever novamente. Talvez sobre saudade, sobre melancolia, sobre saudosismo. Uma lembrança do passado tão forte e imensa que ficou lá e não me deixa mais sentir hoje.
Por curiosidade, li aqui minhas próprias palavras: viver é uma ação ou uma recordação?
Boa pergunta para meditar.
Venho sentindo que minha cabeça já não funciona mais da mesma forma. É como se ela tivesse lapsos. Será que é assim que é envelhecer? De qualquer forma, sinto saudade. Essa velha amiga que há muito me acompanha. Saudade do brilho da vida de uma época sem muitos traumas, onde a ideia de mundo parecia mais mágica e perfeita. Era tão bom estar lá. Ainda convivo com a dúvida se essa sensação um dia retornará, ou será que a sentirei mais uma vez? Não sei... não sei nem se quero. Esse congelamento de certa forma é confortável. Teria me poupado muitas dores de cabeça se eu o tivesse em outras épocas. Enfim. A verdade é que eu gosto e não gosto dele. Ele é confortável mas me diz o tempo todo que minha vida nunca poderá ser tão boa quanto já foi um dia, na época em que eu sentia. E isso só vai entender quem alguma vez ficou anestesiado devido a algum acontecimento doloroso da vida. Estou aqui. Vencendo cada dia. E parte de mim acredita em uma busca diária por um sentido, pelo revelar verdadeiro do que está sinceramente guardado no coração. O caminho da verdade interna superior que nos leva ao nosso próprio nirvana. O nirvana simples e individual de cada um. Acho que as vezes me aproximo do meu. Quem sabe... em uma das partes fragmentadas da vida dentro dessa ilusão de fragmentação que é o nosso todo. Diz a palavra que somos indivisíveis. Mas sei que há quem goste de se dividir. Enfim... loucos!