O problema dessas tais "fugas" e "esquivas" do meu dia-a-dia, é que em alguns momentos o meu ambiente varia e adivinha: aí vem a vida de novo com mais um tapa na cara. Ou seja, aquele momento em que você dá de cara com o seu problema e PUTZ! Acho que por mais que eu não medisse esforços, eu não consegui diminuir eles tanto assim e, pra minha surpresa, eles estão muito maiores. Uma verdadeira bola de neve. O susto é grande. Começo me analisar e vejo o quanto aquele "pesinho", que achava ser insignificante, transformou o que deveria ser minha coluna num verdadeiro pau de arara, me causando imensa dor... não querer ver o tamanho do problema da uma imensa dor nas costas...
Não costumo escrever nada no calor das emoções porque sei que muita coisa acaba sendo escrita sem pensar. Mas hoje, nem que eu seja a mais calma das criaturas, o meu pensamento seria diferente. Percebi que a minha luta está muito mais difícil do que eu queria saber que ela está. E é muito mais dificil quando se luta sozinho, desarmado, contra um oponente que tem a face inofensiva, mas que carrega a força de uma leoa defendendo a cria (literalmente). É engraçado eu dizer "a minha luta", pois nunca quis ser rival de ninguém, não escolhi. Aliás, de acordo com meu estudos incessantes, eu não tenho nem o direito de dizer que posso QUERER alguma coisa. Tudo que acredito dar certo, dá certo só para os outros. Para mim, na verdade, dói demais.
Eu PRECISO de apoio, porque eu sei que se não for assim, tudo o que tenho deixará de ser.
Hoje, li uma das frases mais lindas da minha vida: "(...)Portanto, sua única chance de ter um amor profundo é dar tudo o que tem." (Buscaglia, 1997), e indo além de qualquer romantismo barato, analisando-a calma e friamente, passei a acreditar que esta é uma verdade maravilhosa e dolorida. Maravilhosa porque é a receita que todos deveriam ter tatuado na pele, para nunca esquecer, mas, ao mesmo tempo, é dolorosa demais - quando apenas um entende seu significado.
Não sei o quanto minha atitude de escrever e expor tanto sentimento assim num texto em um blog na internet é correta. Não sei até que ponto isso será bom pra mim. Porém, utilizando todo o meu conhecimento psicológico, que não passa de algumas dezenas de texto de uma aluna de 1 ano e 1 mês de graduação, que pelo menos esse texto sirva de estímulo discriminativo, para que eu me lembre, sempre que olhar pra ele, de não deixar que meus problemas curvem tanto assim as minhas costas.
Sem mais por hoje
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Ingredy R. Buss
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